sexta-feira, 22 de março de 2013

O fim da história e suas consequências geopolíticas e religiosas

Como entender a renúncia do Papa Bento XVI na perspectiva filosófica hegeliana do fim da história? A esta questão tenta responder o filósofo moçambicambicano Severino Elias Ngoenha.









 Fonte: Radio vaticano

"Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual" - Papa Francisco ao Corpo Diplomático acreditado na Santa Sé

Esta manhã foi recebido pelo Papa Francisco o Corpo Diplomático acreditado na Santa Sé. No seu discurso o Papa agradeceu a numerosa presença de embaixadores, sinal de que são países que mantêm profícuas relações com a Santa Sé. É isso que o Papa pretende continuar desempenhando o seu ministério petrino desejando o bem de cada ser humano que vive na Terra. E não deixou de esclarecer a escolha do seu nome:

"Como sabeis, há vários motivos que, ao escolher o meu nome, me levaram a pensar em Francisco de Assis, uma figura bem conhecida mesmo além das fronteiras da Itália e da Europa, inclusive entre os que não professam a fé católica. Um dos primeiros é o amor que Francisco tinha pelos pobres. Ainda há tantos pobres no mundo! E tanto sofrimento passam estas pessoas! A exemplo de Francisco de Assis, a Igreja tem procurado, sempre e em todos os cantos da terra, cuidar e defender quem passa indigência e penso que podereis constatar, em muitos dos vossos países, a obra generosa dos cristãos que se empenham na ajuda aos doentes, aos órfãos, aos sem-abrigo e a quantos são marginalizados, e deste modo trabalham para construir sociedades mais humanas e mais justas."

Aludiu de seguida à pobreza espiritual, citando o Papa Emérito Bento XVI no seu célebre conceito de “ditadura do relativismo”, que deixa um pouco cada um como medida de si mesmo. Isto, disse o Papa, pode ser um entrave para a construção da paz. Desta forma, o Papa apelou-se à sua qualidade de Pontífice, ou seja, criador de pontes para, assim, colocar-se ao serviço do diálogo, nomeadamente entre as várias religiões, tendo citado a urgência do diálogo com o Islão. Em suma, o Papa Francisco pretende lutar contra a pobreza, contra toda a pobreza:

"Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual, edificar a paz e construir pontes: são como que os pontos de referimento para um caminho que devemos percorrer, desejando convidar cada um dos países que representais a tomar parte nele. Um caminho que será difícil, se não aprendermos a amar cada vez mais esta nossa terra. Também neste caso me serve de inspiração o nome de Francisco: ele ensina-nos um respeito profundo por toda a criação, ensina-nos a guardar este nosso meio ambiente, que muitas vezes não usamos para o bem, mas desfrutamos com avidez e prejudicando um ao outro."

De seguida o Santo Padre saudou cada um dos embaixadores presentes. (R.S.)
 Fonte: Radio vaticano

quarta-feira, 20 de março de 2013

Papa Francisco confirma empenho da Igreja no caminho ecuménico e amizade com os judeus e membros de outras religiões

O Papa Francisco recebeu nesta quarta-feira, na Sala Clementina, as delegações ecumenicas e de outras religiões, que vieram a Roma para a missa de início de seu pontificado. Recebeu o Patriarca Ecumenico de Constantinopla, Bartolomeu I, o Metropolita Hilarion, do Patriarcado de Moscovo e os delegados de Igrejas, comunidades eclesiais e organismos ecumenicos internacionais. Recebeu ainda o Diretor do Congresso Judaico Latino-americano, o argentino Claudio Epelman, representantes da religião muçulmana e de outras religiões. Todos os pormenores do discurso do Papa numa peça apresentada por Pacheco Gonçalves.

“Antes de mais, agradeço do coração o que o meu irmão André nos disse”: foi com estas palavras que Papa Francisco acolheu e agradeceu o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, que lhe tinha dirigido a saudação inicial, em nome dos participantes na audiência aos representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais, assim como as Delegações de Judeus, Muçulmanos, e de outras religiões.

Papa Francisco sublinhou o facto de iniciar o seu ministério apostólico neste Ano da Fé, proclamado – “com intuição verdadeiramente inspirada”, pelo seu predecessor. 

“Com esta iniciativa, que desejo continuar e espero seja de estímulo para o caminho da fé de todos, ele quis assinalar os cinquenta anos do início do Concílio Vaticano II, propondo uma espécie de peregrinação em direção àquilo que, para cada cristão representa o essencial: a relação pessoal e transformante com Jesus Cristo, Filho de Deus, morto e ressuscitado para nossa salvação. 

“É precisamente no desejo de anunciar este tesouro perenemente válido da fé aos homens do nosso tempo que reside o coração da mensagem conciliar” – observou o Santo Padre sublinhando a importância fundamental do Concílio para o caminho ecuménico. Citando o beato João XXIII, que recordava a oração de Jesus pela unidade, na última Ceia, Papa Francisco convidou a invocar do Pai misericordioso a graça de viver plenamente a fé recebido no dia do Batismo:

“Será este o nosso melhor serviço à causa da unidade entre os cristãos, um serviço de esperança para um mundo ainda marcado por divisões, contrastes e rivalidades”. 

“Quanto mais formos fiéis à sua vontade, nos pensamentos, nas palavras e nas obras, mais caminharemos real e substancialmente em direção à unidade”. 

“Pela minha parte, desejo assegurar, na esteira dos meus predecessores, a firme vontade de prosseguir no caminho do diálogo ecuménico e desde já agradeço o Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristão pela ajuda que continuará a oferecer, em meu nome, por esta nobilíssima causa”. 

Na parte final do seu discurso, o Santo Padre saudou também, muito cordialmente, os “distintos representantes do povo judeu”, assim como os “caros amigos pertencentes a outras tradições religiosas, a começar pelo muçulmanos”, assegurando muito apreciar a sua presença, “sinal tangível da vontade de crescer na estima recíproca e na cooperação para o bem comum da humanidade”.

“A Igreja católica está consciente da importância que tem a promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diversas tradições religiosas… 
Isto quero repeti-lo: promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diversas tradições religiosas”. 
 Fonte: Radio vaticano

quarta-feira, 13 de março de 2013

Confirmado pelo porta-voz do Vaticano que o nome FRANCISCO foi em homenagem a São Francisco de Assis. O mundo espera que o novo Papa traga uma "renovação" para Igreja, se adaptando as tendências mundanas, mas, seu “nome” FRANCISCO - reflete seu caráter e sua intenção como Sumo Pontífice. Afirma São Francisco de Assis: "Nós precisamos viver o Santo Evangelho. E o Evangelho diz que somos enviados para servir os doentes, não os sãos. Doentes de quê? De Amor. Esse é o segredo! O Amor não é amado. Vivenciar o Evangelho com a radicalidade do amor”. Foi esta grande reforma de São Francisco e será do nosso Papa Francisco

Papa Francisco I

A Igreja Católica confirmou às 20h14 (16h14 de Brasília) desta quarta-feira (13) quem é seu novo papa: o cardeal Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, da Argentina, foi o escolhido para suceder Bento 16 no conclave que começou na terça-feira (12) e terminou hoje, às 19h07 (15h07 de Brasília), quando a fumaça branca tomou a praça São Pedro, após cinco escrutínios. Ele assume o nome Francisco 1º.

O nome do novo papa foi revelado após o famoso "Anuntio vobis gaudium, habemus Papam", feito pelo cardeal francês Jean-Louis Tauran.

Jorge Mario Bergoglio, que nasceu em 17 de dezembro de 1936, se tornou arcebispo de Buenos Aires desde 1998 e foi nomeado cardeal em 2001, por João Paulo 2º, é o primeiro papa latino-americano da história da Igreja Católica.



Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo e pela batalha contra o kirchnerismo. O prelado também é reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres. O argentino costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado.

O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay.
Escolha aconteceu 13 dias após renúncia de Bento 16
Após 13 dias da renúncia de Bento 16, a quinta votação do conclave, realizada na tarde desta quarta-feira (13), terminou com a escolha do novo papa. Às 15h07 (Brasília), uma fumaça branca saiu da chaminé da capela Sistina, indicando que os cardeais chegaram a um consenso sobre o próximo líder da Igreja Católica Apostólica Romana.

Cardeal Jorge Mario Bergoglio é argentino e escolheu o nome Francisco I. É o primeiro Papa latino-americano.


O nome do novo Papa da Igreja Católica foi anunciado às 20h12, (horário de Roma, 16h12 horário de Brasília), desta quarta-feira, 13 de março. O anúncio foi feito da sacada central da Basílica de São Pedro pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos: Cardeal Protodiácono Jean-Louis Tauran.
Cardeal Jorge Mario Bergoglio é jesuita e tem 76 anos.
Veja a fórmula do anúncio feito em latim:
Annuntio vobis gaudium magnum;
Habemus Papam:
Eminentissimum ac reverendissimum Dominum,
Dominum (Nome),
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem (Sobrenome),
Qui sibi nomen imposuit (Nome papal).
Anuncio-vos uma grande alegria;
Temos um Papa:
O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor,
Dom (Nome),
Cardeal da Santa Romana Igreja (Sobrenome),
Que se impôs o nome de (Nome papal).

Fonte: Canção Nova

domingo, 10 de março de 2013

Faça o download dos materiais da Campanha da Fraternidade 2013

A Campanha da Fraternidade será lançada oficialmente no dia 15 de fevereiro de 2013. Tema é "Fraternidade e Juventude", e o lema "Eis-me aqui, envia-me" (cf. Is 6,8).

Fraternidade e Juventude. O tema da Campanha da Fraternidade de 2013, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem como propósito ser uma voz profética e transformadora para a vida do povo. Para o bispo auxiliar da arquidiocese de Campo Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, "ao abordar o tema da juventude e da cultura midiática na qual ela se faz presente interagindo, a Campanha da Fraternidade 2013 visa tanto os jovens quanto os adultos em seu processo de amadurecimento enquanto cristão e cidadão, ser de relação e chamado à vida plena".

O lema escolhido - "Eis-me aqui, envia-me" - ressalta o reconhecimento da parte da Igreja do valor do jovem, provocando neles este compromisso de serem comunicadores da vida e da verdade que liberta os filhos de Deus de todas as amarras, escravidões, condicionamentos. "O 'eis-me aqui, envia-me' é a voz forte do jovem que, repleto de sonhos e com grande auto-estima, se coloca à disposição para ajudar a todos nós a navegarmos em águas profundas neste mundo virtual que lhe é caro e próprio", acrescenta dom Eduardo.

A primeira Campanha da Fraternidade foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural Timbó, no município de Nísia Floresta, RN, foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: "Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão".

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Tendo em vista a necessidade de diversas comunidades e leigos, o Portal Ecclesia disponibiliza alguns arquivos para download. Para que o download seja efetuado, é necessário clicar no link após as descrições.

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2013:
Formato: JPG
Tamanho: 0,43MB

Hino da Campanha da Fraternidade 2013:
Formato: MP3
Tamanho: 3,87MB

Letra do Hino da Campanha da Fraternidade 2013:
Formato: PDF
Tamanho: 0,41MB

Partitura do Hino da Campanha da Fraternidade 2013:
Formato: PDF
Tamanho: 0,02MB

Oração da Campanha da Fraternidade 2013:
EM BREVE

Texto-base da Campanha da Fraternidade 2013:
EM BREVE

CD da Campanha da Fraternidade 2013:

Com informações da CNBB, Portal Kairós e Canteli.

Dom Odilo Scherer preside missa em sua Igreja titular em Roma


Neste domingo, 10 de março, os cardeais presentes em Roma para os trabalhos do conclave celebraram a eucaristia nas Igrejas do qual são titulares. Às 10:30hs desta manhã (horário de Roma), o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, presidiu a missa em sua Igreja titular, a de Santo André no bairro do Quirinal.

Além da comunidade italiana, muitos brasileiros estiveram presentes na celebração, como o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Almir Franco de Sá, e o fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo.

"Nossa, quantos jornalistas querendo participar da missa", brincou o cardeal referindo-se ao batalhão de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas de todas as partes do mundo presentes na Igreja.

Homilia

Em sua homilia, dom Odilo recordou a importância da reconciliação com Deus, tema deste quarto domingo da quaresma. "Reconciliação é reconstituir o que foi rasgado pelo pegado. Conversão é mudar o rumo da nossa estrada, mas é também construir, fazer tudo novo", disse dom Odilo.

"A liturgia deste domingo vai nos recordar que conversão é voltar-se para Deus, aderir novamente ao Seu chamado. Deus, no Antigo Testamento, usou dos profetas para dizer ao povo: 'Voltai-vos novamente para o Senhor'. Este apelo de Deus ainda é forte nos nossos tempos, que vive como se Deus não existisse", recordou dom Odilo

Fazendo alusão ao Evangelho deste domingo, que tem a parábola do filho pródigo como ponto central, o cardeal salientou Deus não nos espera com um 'chicote' na mão, pelo contrário, espera-nos com os sinais do perdão e da dignidade. "Deus faz festa com o nosso retorno. Ele nos devolve a dignidade, nos reveste com vestes novas, anel e sandálias nos pés", salientou o cardeal.

"O filho mais velho naõ entra na festa, se acha perfeito, que não tem pecado. Este filho representa aqueles que acham que não tem pecado, que não precisam de reconciliação, que está tudo bem. Deus vai ao encontro destes também. A humanidade tem necessidade de voltar-se para Deus", concluiu dom Odilo.

Ao final da celebração, o cardeal agradeceu a todos e pediu orações pelo conclave. Antes da bênção final, o cardeal acolheu um casal de idosos que celebrava 70 anos de vida matrimonial. Muito simpático e descontraído, dom Odilo perguntou ao casal o segredo para uma vida a dois tão longa, e ainda brincou: "quando vocês se casaram eu nem era nascido", arrancando risos e aplausos da assembleia.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Clarissa Oliveira

Recordando as palavras de Bento XVI

Hoje, quarto domingo da Quaresma e segundo domingo de Sé Vacante, por conseguinte, sem a oração mariana do Angelus pelo Pontífice, juntamente com os fiéis na Praça de São Pedro, recordamos algumas palavras de Bento XVI pronunciadas depois do anuncio da renuncia ao pontificado: 
"A barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua, do Senhor, e não a deixará afundar". 
Assim o Papa Bento XVI se dirigiu a todos os fiéis do mundo, ao fim do seu pontificado, que terminou no passado 28 de Fevereiro. Bento XVI quis também deixar um pensamento que lhe está muito a peito:
A Igreja não é uma organização, é um corpo vivo, uma comunidade de irmãos e irmãs no corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos".
Com este espírito, no dia em que os fiéis tradicionalmente se uniam ao Papa na oração do Angelus, convidamos os nossos ouvintes para se unirem à oração de toda a comunidade cristã para a eleição do novo Papa. 
Na oração, queremos continuar a estar perto de Bento XVI. Com ele, rezemos pelos Cardeais que nos próximos dias se reunirão em Conclave, "para que sejam plenamente dóceis à acção do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor lhes mostre aquele a quem Ele quer”.
 Fonte: Radio Vaticano

Disputa avança para polarização entre Scherer e Scola














Angelo Scola (esq), arcebispo de Milão, e Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo
O Estado de S.Paulo – No dia em que a data do conclave foi divulgada, a lista de cardeais que mais circulam no meio eclesiástico e na imprensa internacional foi reduzida. Ontem, os principais jornais da Itália e alguns dos vaticanistas mais respeitados indicaram que os favoritos para suceder o papa Bento XVI são dois: o italiano Angelo Scola, arcebispo de Milão, e o brasileiro Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. Mas o favoritismo tem um preço: em caso de impasse, uma terceira via poderá ser apresentada na janela do Vaticano.

O favoritismo de Scola e de Scherer ficou claro nas páginas dos diários La Repubblica, La Stampa e Il Messaggero, além da revista Panorama, quatro dos mais respeitados veículos de imprensa da Itália. Todos convergiram na sexta-feira quanto aos cardeais que teriam saído fortalecidos das Congregações-Gerais, as reuniões pré-conclave do Colégio Cardinalício.

“Partida entre dois no conclave”, escreveu o La Repubblica, que mencionou o brasileiro como “homem forte do IOR”, o Banco do Vaticano. Segundo o diário, Scola seria sustentado por cardeais reformistas, enquanto Scherer seria o “representante da Cúria”, avesso a reformas na Igreja.

sábado, 9 de março de 2013

Cardeais eleitores do novo Papa estarão alojados na Domus Santa Marta a partir das 7h do dia 11. Às 16.45, juramento do pessoal auxiliario na Capela Paulina

Na conferência de imprensa deste sábado às 13 horas, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé, P. Federico Lombardi informou que foi na Congregação desta manhã, os cardeais decidiram que a sua transferência para a Domus Santa Marta na manhã, onde irão ficar alojados durante o período do conclave, será no dia 11, a partir das 7 da manhã, antes de se dirigirem à Basílica de São Pedro para a Missa. Foi também tirado a sorte a atribuição dos quartos para cada cardeal na Casa Santa Marta. Foi ainda decidido que, segunda-feira, 11, às 17.30 terá lugar na Capela Paulina o juramento do pessoal auxiliar do Conclave, que prometerão manter o segredo de tudo o que ali se passar. 

Na manhã do dia 12, precedendo o Conclave que inicia à tarde, haverá ainda Congregação dos cardeais e são muitos os que já pediram a palavra para falar daqui até ao última Congregação. Até agora já houve ao todo 113 intervenções, o que não quer dizer que já intervieram 113 cardeais. 

Na conferência de imprensa deste sábado foi também anunciado o horário dos diversos dias de conclave. Na terça-feira, primeiro dia, os cardeais sairão de Santa Marta às 15h45 para a Capela Paulina; às 16.30 procissão dali até à Capela Sistina, onde às 16h45 prestam juramento, e a porta será encerrada. Nos outros dias, de forma geral, pequeno almoço entre 6.30 e as 7h30; 7h45 transferência à Capela Paulina, onde concelebrarão a missa entre a 8h15 e as 9h15 e depois vão à Capela Sistina. 

Amanhã domingo, dia livre para os cardeais que poderão empregar o tempo como preferirem. Alguns – disse o P. Lombardi - irão celebrar missa nas respectivas Igrejas titulares. 

Na Congregação deste sábado de manhã intervieram 17 cardeais e falou-se essencialmente das expectativas em relação ao novo Papa; dos trabalhos da Cúria Romana e da necessidade de a melhorar; e da situação da Igreja em diversas partes do mundo. 
 fonte: Radio vaticano

Bispo Anglicano Português, Dom Jorge Pina Cabral faz balanço do pontificado de Bento XVI

E o que pensam os anglicanos portugueses da resignação de Bento XVI e das relações ecuménicas a partir do próximo pontificado na igreja católica? 
Foi a pergunta que o nosso correspondente Portugal Domingos Pinto colocou a D.Jorge Pina Cabral, bispo eleito da igreja Lusitana, o ramo português da Comunhão Anglicana. 
D.Jorge Pina Cabral faz um balanço positivo do pontificado de Bento XVI mesmo no campo ecuménico num tempo marcado por algumas tensões no seio da própria igreja anglicana.
Uma conversa em que este bispo anglicano começa por destacar o significado que a resignação de Bento XVI poderá ter para a reflexão teológica.

Conclave


Definido: conclave terá início no dia 12 de março


A sala de imprensa da Santa Sé informou às 17:40hs (13:40hs no horário de Brasília), a data do conclave, o qual se realizará na terça-feira, 12 de março. Na parte da manhã, será celebrada a tradicional missa 'Pro Eligendo Pontifice' e à tarde, os cardeais ingressam na Capela Sistina.

O colégio cardinalício tomou a decisão na oitava congregação geral realizada na tarde de hoje, às 17hs. Depois de 40 minutos, jornalistas do mundo inteiro que fazem a cobertura deste momento histórico, tomaram conhecimento do anúncio.

Como se realizará o conclave?

Na manhã do dia 12 de março, será realizada a missa 'Pro Eligendo Pontífice', ou seja, uma celebração solene na basílica de São Pedro que abre oficialmente o conclave. À tarde, os cardeais ingressam na Capela Sistina e logo em seguida, o mestre das celebrações litúrgicas do Sumo Pontífice profere a frase latina 'Extra Omnes', através da qual ordena que somente os cardeais eleitores permaneçam para a votação.

Fonte: Canção Nova Notícias

São necessários, no mínimo, 77 votos para eleger o novo Papa


Serão 115 cardeais eleitores que definirão o futuro da Igreja e farão votações sucessivas até que um deles obtenha 2/3 dos votos, ou seja, 77 votos. Mesmo com a data definida, na próxima terça-feira, 12, a congregação geral marcada para este sábado à tarde ainda está confirmada.

Depois de uma semana de discussões nas congregações gerais, convocação e espera de cardeais eleitores, e em meio a fortes especulações da imprensa internacional, o Vaticano anunciou para a próxima semana o inicio da reunião secreta.

Durante a realização do conclave os cardeais entarão em estado de isolamento e não poderão receber informações externas, nem poderão ter acessos a jornais, rádio, TV ou mesmo a internet, segundo informou o porta-voz do Vaticano no final das congregações desta sexta-feira, 08. 

De acordo com padre Lombardi a decisão foi tomada com base no que está previsto para este conclave com as modificações na Constituição Apostólica propostas por Bento XVI às vésperas do fim de seu pontificado. 

Esta medida, segundo o porta-voz, é para garantir o sigilo das reuniões e para isso equipamentos especiais bloquearão os dispositivos de comunicação. Certamente, os fiéis só terão conhecimento da eleição do novo Sumo Pontífice através da fumaça branca e pelo pronunciamento oficial. (Jefferson Souza)

Da redação do Portal Ecclesia.

Fumaças das votações do conclave sairão às 8hs e às 15hs


Os 115 cardeais eleitores se transferirão para o Domus Santa Marta (local que hospeda os cardeais durante o conclave) às 7hs (horário de Roma, 3hs, horário de Brasília) da próxima terça-feira, 12 de março. A informação foi divulgada oficialmente pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, na manhã deste sábado, 9 de março. Além disso, está prevista para às 8hs e às 15hs (horário de Brasília) - com a possibilidade de variação de uma hora a menos caso as votações sejam concluídas antecipadamente - a produção da famosa fumaça que é produzida após a conclusão de cada votação do conclave.

No primeiro dia de conclave, 12, os cardeais seguirão a seguinte programação:

06hs (10hs em Roma): é celebrada a missa 'Pro Eligendo Pontifice', a qual abre oficialmente os trabalhos do conclave.

11:45hs (15:45hs em Roma): os cardeais saem do Domus Santa Marta e se dirigem ao Palácio Apostólico.

12:30hs (16:30hs em Roma): os cardeais fazem a procissão da Capela Paulina, localizada no Palácio Apostólico, até a Capela Sistina.

12:45hs (16:45hs em Roma): acontece o juramento e logo em seguida, o 'Extra Omnes', através do qual é dada a ordem para que somente os cardeais eleitores permaneçam no local.

Logo em seguida, será realizada uma reflexão presidida pelo cardeal Prospech Grech e depois, a primeira votação.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Rádio Vaticano

Em vídeo, crianças imaginam como será o novo Papa


Dias atrás, um grupo de jovens madrilenhos criou um dos vídeos, dedicados ao Papa emérito Bento XVI, mais vistos na internet. A homenagem tem o título de "Un joven de 85 años" (Um jovem de 85 anos) e teve mais de 85 mil visualizações.

O mesmo grupo preparou um segundo vídeo, desta vez, dedicado ao futuro Pontífice da Igreja Católica. Trata-se de crianças que falam sobre como imaginam o novo Papa.

Javier Contreras, um dos organizadores dos vídeos, explicou que quando escutaram, no dia 11 de fevereiro, que Bento XVI renunciaria ao seu cargo, devido a sua idade avançada, viram-se imersos numa profunda comoção. Por este motivo, decidiram fazer um vídeo de agradecimento, no qual apareceriam jovens de todos os continentes.

Na expectativa do sucessor de Bento XVI, o grupo criou um segundo vídeo com o título "Niños imaginan el próximo Papa" (Crianças imaginam o próximo Papa). Javier explicou que o vídeo foi feito como algumas crianças de um colégio de Madrid. A intenção da gravação é mostrar a inocência das crianças que também esperam o novo Papa. "As cenas são muito bonitas por que a oração que mais agrada a Deus é a das crianças", disse Javier.

De acordo com o organizador, o vídeo quer dizer ao novo Papa - que segundo ele, já foi eleito por Deus - que o povo o apóia e já reza por ele. Mas, "a principal intenção desses dois vídeos é mostrar a todas as gentes o nosso carinho pelo Papa", destacou Javier.

O "Niños imaginan el próximo Papa" expressa também o carinho das crianças pelo futuro Pontífice, as quais já lhe confiaram suas orações. A gravação tem 53 segundos; até agora, já possível mais de 21 mil visualizações e foi gravado em espanhol, com legenda em inglês.

O vídeo está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=NDLFaAPYjuU&

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Reprodução

Igreja escolhe Papa com predecessor vivo pela 10ª vez na história


O conclave que se inicia na terça-feira vai ser a décima ocasião na história da Igreja Católica em que os cardeais escolhem um novo Papa com o seu predecessor ainda vivo.

O início da Sé Vacante - período entre a morte/renúncia do Papa e a escolha de um sucessor - nos mais de 260 pontificados tem sido geralmente motivado pelo falecimento do bispo de Roma: a resignação de Bento XVI, que entrou em vigor no último dia 28, é um acontecimento sem paralelo nos últimos séculos.

Cronologia:

235: Ponciano, condenado a trabalhar em minas, na Sardenha, abdica do pontificado.
537: Silvério, obrigado a renunciar por Belisário, general bizantino, é exilado para a Ásia Menor.
649: São Martinho I, eleito em 5 de julho, foi exilado após julgamento em Constantinopla, e obrigado a abdicar.
963: João XII, deposto.
964: Bento V, deposto.
1009: João XVIII, resigna, mas desconhecem-se os contornos históricos da decisão.
1044: Bento IX renunciou voluntariamente ao pontificado, mas voltou a ser Papa noutras duas ocasiões.
1294: Celestino V, levou a cabo uma "investigação jurídica" sobre a possibilidade de renúncia do Papa, antes de apresentar a resignação, cinco meses após a sua eleição.
1415: Gregório XII, no Concílio de Constança (Alemanha), apresenta a renúncia e abre caminho à eleição de Martinho V para eliminar divisão entre católicos que obedeciam ao Papa de Roma e ao 'antipapa' de Avinhão, fomentada por questões políticas.
2013: Bento XVI renuncia devido à sua idade avançada, pelo "bem da Igreja". O pontificado concluiu-se a 28 de fevereiro.

Fonte: Agência Ecclesia