domingo, 30 de outubro de 2011

As religiões e o enigma da morte


"O Reino de Cristo é o reino da vida em abundância, celebrado na Eucaristia, o grande memorial de sua morte, mas, sobretudo, de sua vida em favor de todos". A morte é uma das questões fundamentais da vida humana. O grande mistério que nos ronda e que dá sentido a nossa vida. A morte não diz respeito apenas ao fim físico, mas a possibilidade do nada existencial. Os grandes filósofos como Sócrates, Epicuro, Schopenhauer, também se dedicaram à reflexão sobre a morte, mas nem sempre de forma unânime. Todas as religiões têm alguma explicação para o fato da morte e dela tiram ensinamentos morais e espirituais. As religiões primitivas sempre viram a morte como uma porta de entrada para a dimensão espiritual. Isso é patente na religião dos antepassados na China, nos xamanismos, nas religiões animistas etc. Na Índia, é evidente o reconhecimento de uma vida pós-morte na ideia de transmigração e reencarnação (Hinduísmo), apesar de o Budismo propor a cessação das encarnações (Samsara) através da iluminação e do Nirvana. Entre as religiões orientais destaca-se a do Egito antigo, que criou todo um cerimonial e uma arquitetura sobre a morte, como vemos no “Livro dos Mortos” e nas Pirâmides. O culto aos mortos sempre fez parte da religião egípcia, a crença na vida pós-morte é algo característico em sua religião, prova disso é o mito de Isis e Osíris. Entre os gregos, a morte é vista como uma passagem para o mundo das sombras, o Hades. Hermes era o deus conhecido como psicopompo, aquele que conduzia as almas ao mundo dos mortos. Os gregos fizeram da morte um grande tema de suas tragédias, como a Antígona, na qual a personagem procura garantir o direito às honras fúnebres de seu irmão. Por culpa do rei, que o considerava inimigo, Antígona enfrenta as leis humanas em nome de um direito anterior e divino que garante a seu irmão uma morte digna e funerais. O Judaísmo, por sua vez, encara a morte como fruto da desobediência ao mandamento divino. A morte é fruto do pecado. Segundo o relato do Gênesis (cap.3), era permitido comer de todos os frutos do paraíso, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Caso dela comessem, morreriam. A serpente conseguiu, então, seduzir Eva, e ela comeu e ofereceu a Adão. Assim, em Eva e Adão todos pecaram e tiveram como pagamento a morte (Rm 5,12) e, com isso, fomos privados da árvore da vida (Gen cap.3, 22). Tal texto, que parece fábula infantil, na verdade revela a compreensão mítica da condição humana, a qual sem a referência ao Absoluto torna-se incapaz de encontrar critérios para o agir. O conhecimento, por si mesmo, segundo o mito do Gênesis, não dá conta de orientar nossas ações – na verdade, nos conduz à “hybris” e à morte, ao orgulho e prepotência de ser auto-suficiente. Alguns textos do Antigo Testamento transparecem uma visão pessimista da vida e apontam para a morte como fim. Como exemplo disso podemos citar o livro de Jó e o Eclesiastes (cap.1).Para o Cristianismo, o sacrifício de Cristo vence a morte na medida em que sua ressurreição é o sinal de sua vitória. Segundo a liturgia cristã, o batismo e a eucaristia são como que uma forma de morte ritual, na qual somos mortos com Cristo para depois ressuscitarmos com ele (1Cor 11,17-34). Paulo deixa claro que a ressurreição de Cristo é o cerne de nossa fé, sem a qual esta é vã (1Cor 15,17). A morte finalmente foi vencida em Cristo e todos somos herdeiros dele (Ap 1, 9-20). O Reino de Deus é, pois, o reino onde, no lugar da fome, temos a partilha, no lugar do assassinato de crianças (aborto) teremos a vida dos inocentes, no lugar da miséria teremos a solidariedade, no lugar da violência, o amor ao próximo, no lugar da corrupção política teremos o poder como serviço a todos. Enfim, o Reino de Cristo é o reino da vida em abundância, de vida plena, celebrado na Eucaristia, o grande memorial de sua morte, mas, sobretudo, de sua vida em favor de todos.
 
Francisco José da Silva, professor de Filosofia da Universidade Federal do Ceará.
Fonte opovo online

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Papa promove segundo encontro pela paz e ecumenismo em Assis


Bento XVI e os líderes mundiais das religiões chegaram juntos a bordo de um trem que partiu esta manhã da Estação Vaticana. O primeiro ato desta Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração foi realizado dentro da Basílica de Santa Maria dos Anjos. Este templo, aliás, é fundamental para os seguidores de S. Francisco. A Basílica foi construída no século XVI para proteger a Porciúncula, o lugar mais sagrado para os franciscanos, porque ali, entre muitos eventos, S. Francisco fundou a Ordem e neste mesmo lugar morreu em outubro de 1226. Bento XVI e os mais de 200 representantes das religiões mundiais, vindos de 50 países (do Brasil, participa o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz), ouviram o testemunho de 10 personalidades. Destacaram-se o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que em seu discurso citou as “primaveras árabes”, que não colocaram fim às tensões intercomunitárias, nas quais o papel das religiões permanece ambíguo. E a professora Julia Kristeva, representando os ateus e a única mulher a discursar, que propôs uma reflexão resgatando a importância da maternidade para um plena ética humanística. No início deste ato, foi projetado um comovente vídeo para recordar o encontro de 1986, convocado por João Paulo II, e como o mundo mudou desde então... Enquanto João Paulo II insistia sobre a qualidade transcendente da paz no diálogo inter-religioso, Bento XVI insiste na relação entre a fé e a razão humana. Crer em Deus, afirma o Pontífice, longe de prejudicar a nossa capacidade de nos compreendermos a nós mesmos e ao mundo, dilata essa mesma capacidade. Longe de nos colocar contra o mundo, nos empenha a favor dele. Assim uma religião genuína alarga o horizonte da compreensão humana e está na base de toda a cultura humana autêntica. Rejeita todas as formas de violência e de totalitarismo: não só por princípios de fé, mas também com base na reta razão... À tarde, haverá o momento espiritual, na parte alta da cidade, na Praça S. Francisco, com a renovação solene do Compromisso pela Paz, o momento de silêncio e a saudação de paz entre os delegados.
Fonte Radio Vaticana

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Juventude Franciscana celebra 40 anos de caminhada no Brasil

Nos próximos dias 28 a 30, a Juventude Franciscana (Jufra) celebra 40 anos de presença no Brasil. A comemoração acontece em Guaratinguetá (SP) com o tema “Jufra do Brasil: 40 anos construindo o Reino nos caminhos da história”. A celebração já teve início com a peregrinação dos Estandartes de Santa Rosa de Viterbo que percorram as cinco regiões do Brasil e visitou as fraternidades para dar início à celebração dos 40 anos desse ideal de vida luminoso no Brasil, como assim definiu a Jufra, o papa João Paulo II. Devem participar das celebrações mais 200 participantes, incluindo Jovens Franciscanos que fizeram e fazem parte da Jufra, irmãos da Ordem Franciscana Secular (OFS), Frades da Ordem dos Frades Menores (OFM) e OFM Capuchinhos, religiosas franciscanas de diversas congregações e convidados. No dia 30, finalizando esse evento, será realizada uma romaria até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, onde será celebrada a missa pelos 40 anos. O Encontro se propõe a reviver um pouco da história do franciscanismo no Brasil através da Jufra, refletindo sobre a caminhada que tem em janeiro de 1971 o marco oficial, neste ano no Capítulo Nacional da "Ordem Terceira da Obediência Capuchinha" (ainda dividida e interobediencal), Ivone Barszcz é nomeada pela OFS, primeira secretária executiva da Jufra do Brasil e o entusiasta frei Eurico de Mello, OFMcap. é nomeado pelo geral Frei Pascoal Riwalsky, assistente nacional da Juventude Franciscana do Brasil, recebendo assim a incumbência de fundar novas fraternidades em todo o Brasil.
Além do caráter celebrativo, esse encontro representa uma forma de, em unidade com a Família Franciscana, buscar novas pistas para a caminhada da Fraternidade Nacional. Mais informações pelo site da Jufra do Brasil: www.jufrabrasil.org,  e o site oficial do encontro dos 40 anos: http://jufrabrasil40anos.weebly.com
Fonte CNBB

Divulgada a programação da 3ª Romaria Nacional da Juventude .

O Santuário Nacional de Aparecida, a arquidiocese de Aparecida e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizam nos próximos dias 14 e 15 de novembro, a 3ª Romaria Nacional da Juventude. Para o evento foram programadas as seguintes atividades: no dia 14 haverá concentração na Praça da catedral em Guaratinguetá; caminhada em procissão com os símbolos da Jornada Mundial da Juventude  até o Santuário Nacional de Aparecida, às 20h; chegada ao Santuário e acolhida às 22h30 e início da vigília às 23h.
A programação do dia seguinte está organizada da seguinte forma:
5h: Encerramento da Vigília
8h às 9h: Terço de Aparecida no altar da catedral
9h às 10h20: Palestra do Pe. Fábio de Melo
10h30 às 12h: Missa de Aparecida
13h às 14h: Animação na tribuna Papa Bento XVI
14h às 15h: Saída do Devotão até a tribuna Dom Aloísio
15h às 15h40: Show Banda Versículos de Fé, ao vivo, da tribuna Dom Aloísio
16h às 17h30: Show do Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Seminário discute os desafios para as CEBs no Nordeste


Cerca de 35 assessores(as) das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), pertencentes aos cinco Regionais da CNBB no Nordeste, se reuniram desde o dia 20, na Fundação Santuário das Comunidades Eclesiais de Base do Agreste do Pernambuco, na diocese de Caruaru (PE), para participar do terceiro Seminário “As CEBs frente aos desafios do mundo contemporâneo”, promovido pelo Setor CEBs da CNBB em parceria com o Iser Assessoria, do Rio de Janeiro (RJ). Este Seminário está na sequência de dois outros anteriores, realizados no Rio de Janeiro e em Brasília, e este último com assessores (as) das regiões Norte e Centro-Oeste. O Seminário contou com a participação do padre Josenildo Lima, da arquidiocese da Paraíba, como assessor, e que trabalhou o tema “As CEBs: do Concílio Vaticano II à Aparecida”; o assessor do Setor CEBs da CNBB, Sérgio Coutinho, e Solange Rodrigues, do Iser Assessoria, trabalharam a “Identidade e Diversidade das CEBs”; Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra, do Regional Nordeste 3, apresentou “As CEBs diante dos desafios contemporâneos”, e procurou enfatizar a dimensão sócio-política; o sociólogo Alder Calado e o padre Reginaldo Veloso, ambos da arquidiocese de Recife-Olinda (PE), trabalharam os desafios para as CEBs no campo cultural e religioso. Já Hermínia Boudens, agente de pastoral da diocese de Caruaru, e o padre Nadir Zanchet, da diocese de Balsas (MA), apresentaram suas experiências de assessoria junto às CEBs apontando os aprendizados, os problemas, os desafios e pistas para o trabalho de assessoria... O quarto e último Seminário está previsto para os dias 08 a 11 de dezembro, em São Paulo (SP), com assessores e assessoras dos Regionais Sul e Leste da CNBB.
Fonte CNBB

domingo, 23 de outubro de 2011

Papa preside canonização de três novos santos da Igreja Católica


Bento XVI presidiu hoje no Vaticano ao rito de canonização de três novos santos da Igreja Católica, que apresentou como “exemplos” de “amor aos irmãos”... Na oitava celebração de canonizações desde o início do seu pontificado, em 2005, Bento XVI declarou como novos santos dois religiosos italianos e uma religiosa espanhola que viveram entre os séculos XIX e XX: Guido Maria Conforti (1865-1931), arcebispo de Parma (Itália), fundador dos Missionários de São Francisco Xavier; Luigi Guanella (1842-1915), padre e fundador da Congregação dos Servos da Caridade e do instituto das Filhas de Santa Maria da Providência; Bonifacia Rodríguez de Castro (1837-1905), fundadora da Congregação das Servas de São José... Num dia dedicado pela Igreja Católica às missões, Bento XVI convidou os católicos a serem “portadores da plenitude do amor de Deus, para promover a vida em todas as suas manifestações e condições, fazendo com que a sociedade humana se torne cada vez mais a família dos filhos de Deus”... A canonização - ato reservado ao Papa, desde o século XII - é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade... Desde o início do pontificado de Bento XVI, em 2005, há 34 novos santos, incluindo S. Nuno de Santa Maria, o ‘Santo Condestável’, canonizado a 26 de abril de 2009, no Vaticano...

sábado, 22 de outubro de 2011


O 4º Mutirão Regional de Comunicação, promovido pelo Regional Nordeste 2, da CNBB, será realizado dia 28 a 30 de outubro de 2011, no Colégio Santa Madalena Sofia, o tema: “Processos de comunicação e mídias digitais: evangelização em tempos de cibercultura”. A Pastoral da Comunicação do Regional NE 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realiza a cada dois anos o Mutirão Regional de Comunicação. O primeiro Mutirão foi realizado em 2005, na arquidiocese de João Pessoa. Em 2007, foi a vez da arquidiocese de Natal sediar o evento. Em 2009, a diocese pernambucana de Caruaru cedeu sua estrutura para abrigar os comunicadores cristãos do Regional Nordeste 2. A abertura ocorrerá na noite do dia 28, no Ginásio do Colégio Madalena Sofia de Maceió, com a apresentação folclórica da região e com as palavras de boas vindas de Dom Antonio Muniz, Arcebispo de Maceió. Em seguida, haverá a conferência sobre o tema central do 4º Mutirão de Comunicação. Serão oferecidas 14 oficinas (29/10), simultaneamente, todas abordando temas relacionados à comunicação. No dia 30/10, haverá, simultaneamente, oito seminários. O evento está sendo organizado para um público de 400 pessoas, entre agentes pastorais, professores e estudantes de Comunicação Social, integrantes de Organizações Não-Governamentais, comunicadores populares e a sociedade em geral, de Pernambuco, Paraíba, Rio grande do Norte e Alagoas.

Fonte:Arquidiocesedenatal.org.br

Participe do concurso para logo da JMJ 2013



Que tal usar a criatividade e elaborar um logo para a Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013? Se escolhida, a arte será conhecida no mundo todo como o símbolo oficial da próxima JMJ. A proposta é do concurso promovido pelo Comitê Organizador da JMJ 2013 e termina daqui a dez dias, em 31 de outubro. De acordo com a equipe organizadora, pessoas de todo país e do exterior estão enviando suas sugestões para o logo e não é preciso ser um profissional da área para encaminhar sua ideia. "O único pré-requisito é: uma boa ideia na cabeça e o desejo de participar", destaca a nota explicativa da campanha. Como inspiração, os participantes terão o lema da JMJ Rio2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,9), que deverá nortear os trabalhos. A logo deverá também ser representativa do Rio de Janeiro, ser um desenho original e inédito; incluir as siglas JMJ2013; refletir a identidade cristã do evento; deve conter uma cruz ou referência clara e inequívoca ao símbolo; não poderão ser utilizadas fotos na composição da logomarca proposta. Os candidatos devem ter idade mínina de 18 anos. Menores de idade serão admitidos no concurso, desde que expressamente autorizados por seu(s) representantes(s) legais, sem prejuízo da cláusula alusiva à cessão de direitos autorais. Mais informações consulte o site oficial da JMJ: www.rio2013.com.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CATÓLICOS NÃO ADORAM IMAGENS

Este é um assunto polêmico, principalmente, por parte de nossos irmãos evangélicos. Eles gostam de falar que nós católicos somos adoradores de imagens, idólatras entre outras coisas. Os católicos de fato são conhecidos pelo costume de ter imagens de santos, anjos, Jesus ou a nossa querida Virgem Maria. A polêmica sobre a Santidade de Nossa Senhora, vou deixar pra outro momento. Agora no que diz respeito à adoração de imagens, vale uma explicação baseada na Sagrada Escritura. Inclusive fonte, usada pelos nossos irmãos acusadores. Um dos textos preferido de nossos irmãos é o de Êxodo 20,4-5: “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e bisnetos daqueles que me odeiam…“. Ótimo! Inclusive é uma belíssima passagem do Antigo testamento. Porém como somos seres humanos dotados de inteligência e não agimos apenas por instinto, vale a seguinte reflexão : Após sair de uma escravidão de 430 anos no Egito, o povo hebreu estava mais que acostumado à cultura egípcia. Todos nós sabemos que esta cultura pregava a adoração e culto a animais, faraós e outros objetos considerados divindades. Deus precisou dar a ordem de não fazer esculturas pois o povo hebreu era facilmente manipulável neste sentido. Deus em toda a sua sabedoria estava conduzindo Seu povo para Ele através da adoração única e exclusiva. Porém, confirmando a idéia de fraqueza do povo em Ex 32, os israelitas fabricam um bezerro de ouro para adoração. É preciso notar que a Bíblia não condena a criação de imagens mas de ídolos. “Não fareis ídolos. Não levanteis estátuas nem estelas (pedras com inscrição ou escultura), e não poreis em vossa terra pedra alguma adornada de figuras, para vos prostrardes diante dela, porque eu sou o Senhor, vosso Deus.” (conf. Levítico 26,1). De fato nossos irmãos estão parcialmente corretos. A bíblia condena expressamente a fabricação de ídolos. Ídolo é um falso deus, algo ou alguém que é colocado ou se coloca no lugar do verdadeiro Deus. Qualquer coisa pode se tornar um ídolo. Dinheiro, ou a busca incessante da prosperidade, ou ainda, a felicidade e a benção de Deus acontece somente se você é próspero financeiramente ou se não tem doença alguma. Ora, isto sim é contrariar as ordens de Deus. Imagens são apenas representações artísticas, com objetivo único de embelezar, nos fazer lembrar de pessoas que são um exemplo para nós. O ato de ajoelhar-se diante das imagens não significa adoração e sim homenagem. Nenhum católico acredita que as imagens tenham algum poder sobrenatural, ou que vai falar, andar ou dançar. É comum dizerem que nossas Igrejas católicas são amaldiçoadas porque tem imagens, ou até mesmo, qualquer lugar que tenha em seu interior alguma imagem. Chegando ao cúmulo de algumas pessoas não entrarem nestes lugares por “medo” destas imagens. Interessante notar que o Templo de Jerusalém, construído pelo rei Salomão, continha muitas representações de anjos ou animais: “Para o interior do Santo dos Santos, mandou esculpir dois querubins e os revestiu de ouro.”(conf. 2 Crônicas 3,10-14). Havia esculturas de Bois e flores (conf. 2 Crônicas 4,3-5) e continua “Quando Salomão terminou essa prece, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto com os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu o templo. Os sacerdotes não podiam entrar no templo do Senhor, tanta era a glória que enchia o edifício.” (conf. 2 Crônicas 7,1-2). Onde está a maldição?“Faras querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão estes querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada.” (Êxodo 25,17-20) “Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.” (Êxodo 25,22). Deus serviu-se de imagens para manifestar a sua glória. Os querubins não eram ídolos como as nossas imagens católicas também não são ídolos. Não vale o mesmo critério para nossas representações humanas? Nossos Santos e anjos? Desde os primórdios do Cristianismo, nossos antepassados católicos pintaram e esculpiram imagens de Maria, Jesus, Santos e Anjos. A mais antiga representação da Virgem Maria é datada do século III em Roma e é uma das mais antigas da arte Cristã... O Papa Adriano I (772/795) no Concílio de Nicéia, realizado em 787, a fim de dar um pronunciamento oficial e dirimir quaisquer dúvidas divulgou o seguinte: “Na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres, e da Tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda a certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como a representação da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, quanto à de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos” (Catecismo da Igreja Católica, nº 1161). Portanto, devemos tomar muito cuidado, principalmente no que diz respeito à interpretação da sagrada escritura. Não podemos tomar uma posição radical e fundamentalista em detrimento dos fatos históricos já que na própria Bíblia temos a seguinte recomendação de São Pedro: “Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2 Pe 3,16). As imagens, esculturas, pinturas sempre foram uma forma de expressar o testemunho de fé do cristão católico. Muitos que não sabiam ler aprenderam sobre os evangelhos através de desenhos e representações. Após mais de 2000 anos os católicos nunca deixaram de adorar a Santíssima Trindade, onde Deus é único e Soberano.

Fontes:www.cleofas.com.brwww.paroquiacristoredentor.com.br, Catecismo da Igreja Católica

Igreja Católica aposta no jovem missionário


Difundir a religião cristã em pleno século 21, em países e locais distantes do país e da cidade em que vivem, é o ideal de vida de muitos jovens missionários que tornaram a frase proferida por Jesus – “Ide e levai o Evangelho a todas as criaturas” – um ideal de vida. Neste dia 23 de outubro, os missionários católicos comemoram o seu dia. Será a 85ª vez que a Igreja Católica comemora o Dia Mundial das Missões, uma forma de homenagear os missionários, muitos deles santos e mártires da história cristã. A novidade está no fato de muitos jovens ainda quererem dedicar a vida a Cristo em uma época em que ter poder de consumo é o sonho de quase todos eles. É o caso de muitos jovens da comunidade Canção Nova, que tem por objetivo evangelizar através dos meios de comunicação social, como TV, rádio, internet e mídias sociais. O que faz um jovem de 20 anos trocar o desejo de prosperar em uma carreira, ir morar longe da família e amigos para se dedicar a uma causa? A Canção Nova tem cerca de 1.200 missionários em países como Estados Unidos, França, Itália, Terra Santa, Paraguai e, claro, Brasil, onde a comunidade teve origem há 33 anos e com sede na pequena cidade de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba paulista. Um deles é Shahir Castelo Rahemane, de 25 anos, que há três anos decidiu consagrar sua vida a Deus. Sahir é missionário da Canção Nova na cidade de Fátima, em Portugal. Trabalha como programador da TV Canção Nova, que transmite as atividades do Santuário de Fátima, um dos mais procurados do mundo. Mas, para chegar lá, teve que enfrentar muitas dificuldades. Filho de pai muçulmano e mãe católica, Shahir se converteu ao catolicismo apenas aos 15 anos, contra a vontade paterna. Antes de se tornar missionário, Shahir tinha uma banda de rap, praticava natação, jogava futebol, estudava e trabalhava, uma vida totalmente rotineira para um jovem da sua idade. “Quando o Senhor me chamou eu não deixei de ter amigos e família, apenas renunciei estar com eles o tempo todo para estar exclusivamente com Deus”, relata. Sahir conta que uma das coisas que o encoraja em continuar seu trabalho como missionário é ver outros jovens transformados pela Palavra de Deus...Em um mundo onde o protagonismo juvenil parece ter morrido, a Igreja aposta no idealismo missionário da nova geração para crescer e conquistar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cidade de São Francisco de Assis sedia Jornada mundial de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça

Basílica de São Francisco de Assis

Na quinta-feira da próxima semana, dia 27, Assis voltará a ser, por um dia, o epicentro das religiões mundiais. Foi apresenta na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a "Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo", convocada por Bento XVI para celebrar os 25 anos do primeiro, análogo encontro realizado na cidade franciscana, por iniciativa de João Paulo II. O encontro terá participação numerosa e de alto nível de representantes ecumênicos e de outras religiões. O "Espírito de Assis" inaurugou uma estação de encontros e escreveu uma história de diálogo da qual já não se pode mais prescindir. É o que demonstram os muitos líderes religiosos que daqui a nove dias se encontrarão pelas ruas da cidade de Assis, nas pegadas que quem os precedeu 25 anos atrás. Na coletiva de imprensa desta terça-feira foi difundido o elenco dos participantes: todos viverão, juntos, uma jornada de reflexão, diálogo e oração, que se concluirá com uma solene, renovada promessa de compromisso comum em favor da paz. Foi também anunciada a participação de quatro docentes europeus que se professam agnósticos. Eles simbolizarão a universalidade da reflexão e debate sobre os grandes valores da humanidade. Bento XVI passará o dia inteiro em Assis, aonde chegará e de onde partirá a bordo de um trem colocado a disposição pela companhia Ferrovias Italianas. A partida do trem está prevista para as 8h locais, saindo da Estação Vaticana; o retorno ao Vaticano está previsto para as 20h30.
Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

AGENDA DA PEREGRINAÇÃO DA CRUZ DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE – 2 0 1 2



D A T A

M Ê S


L O C A L

JANEIRO

10
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Penedo
11 e 12
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Arquidiocese de Maceió
13
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Palmares
14
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Nazaré
15 a 18
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Arquidiocese de Olinda e Recife
19 e 20
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Caruaru
21
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Palmeira dos Índios
22 e 23
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Garanhuns
24 e 25
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Pesqueira
26
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Floresta
27 e 28
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Petrolina
29 e 30
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Salgueiro
31
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Afogados da Ingazeira

FEVEREIRO

01
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Afogados da Ingazeira
01 e 02
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Guarabira
03 a 05
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Arquidiocese da Paraíba
05 e 06
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Campina Grande
07 e 08
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Patos
09 e 10
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Cajazeiras
10 e 11
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Caicó
11 a 14
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Arquidiocese de Natal
15 e 17
Peregrinação da Cruz da JMJ / Ícone de Nossa Senhora
Diocese de Mossoró

Observação: No dia 17 a Diocese de Mossoró entrega a Cruz ao Regional Nordeste 1.
Fonte: CNBB

Católicos celebram Beato João Paulo II



A Igreja Católica celebrará no próximo dia 22 a memória litúrgica do papa beato João Paulo II. A paróquia da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, realizará uma Vigília em honra do Beato João Paulo II das 18 às 21 horas.
Na ocasião, será feita a entronização de um quadro com a imagem de João Paulo II, na Capela do Santíssimo, que foi inaugurada por João Paulo II, quando esteve em Natal. Também, na ocasião, vai ser aberta uma exposição de objetos usados pelo Papa, na sua visita a Natal. A exposição vai permanecer aberta à visitação até o dia 31 deste mês. O dia da memória litúrgica de Karol Wojtyla foi fixada no último 11 de abril por um decreto da Congregação para o Culto e a Disciplina dos Sacramentos. Esta data, 22 de Outubro, coincide com o início do seu Pontificado, em 1978, quando ele celebrou a primeira missa enquanto líder máximo da Igreja Católica. João Paulo II foi beatificado no último 1 de maio pelo papa Bento XVI, o que representou o passo anterior ao processo para sua canonização.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Como deve ser uma ornamentação de uma Igreja?


A Instrução geral do Missal Romano (3ª edição típica) constitui uma verdadeira introdução teológica, litúrgica e pastoral a tudo o que diz respeito à Missa e ao lugar habitual da sua celebração, a igreja. O adorno ou ornamentação das igrejas vem tratado em vários números do capítulo V da Instrução geral.
Transcrevo e comento, frase por frase, o n. 292: “Na ornamentação da igreja deve tender-se mais para a simplicidade do que para a ostentação”. Afirmam-se aqui três coisas: as igrejas devem ser ornamentadas; essa ornamentação deve tender para a simplicidade; há que fugir sempre da ostentação (que é sinónimo de exibição, luxo, aparato e riqueza). Porquê? Porque o importante não é a ornamentação da igreja, por si mesma, mas a liturgia que aí será celebrada. A ornamentação deve servir de suporte e envolvência à liturgia, e estar ao seu serviço, com simplicidade, e não com exibicionismo. Segunda frase do n. 292: “Na escolha dos elementos decorativos, procure-se a verdade das coisas”. Numa igreja pode haver muitos elementos decorativos. Os principais são as flores e a verdura que se utilizam. Procurar a verdade das coisas é utilizar flores e verdura naturais, e não artificiais. Nos jardins, o que há são flores e verdura naturais; as flores e verdura artificiais vêm das fábricas; as flores verdadeiras são as dos jardins; as das fábricas, por mais bonitas que sejam, não são verdadeiras flores. Não exprimem a verdade das coisas; são apenas imitações. Na ornamentação de uma igreja nunca deveriam entrar flores nem verdura artificiais. A verdade das coisas exige isso. Última frase do n. 292: “Na escolha desses elementos, procure-se o que contribua para a formação dos fiéis e para a dignidade de todo o lugar sagrado”. Não se deve ornamentar uma igreja por ornamentar, mas fazê-lo para formar os fiéis. E o que é formar os fiéis através da ornamentação? ... a pessoa encarregada da ornamentação de uma igreja tem de ter noções certas pelo menos acerca da liturgia, do ano litúrgico e da pastoral litúrgica, o que só se adquire recebendo formação nessas áreas... Não precisa de ter um curso superior, mas precisa de saber o que a Igreja pensa e ensina sobre esses temas.
Fonte:Secretariadonacionaldeliturgia




Divulgada Carta Apostólica do Papa para o Ano da Fé




Foi publicada nesta segunda-feira a Carta Apostólica de Bento XVI referente ao "Ano da Fé", anunciado neste domingo pelo Papa durante a Celebração Eucarísitca na Basílica Vaticana. Dividida em quinze partes, a Carta apresenta as intenções pessoais do Sumo Pontífice, sem a interferência de nenhuma fonte interna ou externa. Bento XVI começa falando da Porta da Fé, lugar onde acontece a iniciação da comunhão com Deus, e que está aberta a todos. O Papa segue dizendo que ao passar por esta porta, temos um compromisso para toda a vida. Tal compromisso é iniciado com o Batismo, a partir do qual podemos chamar Deus de Pai, e termina com a passagem da morte para a vida eterna, “fruto da ressurreição do Senhor Jesus que, com o dom do Espírito Santo, quis envolver na sua glória todos os que acreditam Nele. No final da primeira parte, o Papa fala sobre a Santíssima Trindade. “Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor”. A segunda parte é dedicada à radicação da fé... Na sequência de sua Carta, Bento XVI convida a todos a “beber na fonte” e tornar a ouvir a Palavra de Deus ao anunciar o período pelo qual se estenderá do Ano da Fé... A Carta Apostólica ainda contempla a evolução da Igreja e que, para isso, a linha mestra deve ser o Concílio Vaticano II... o Papa vê o Ano da Fé como um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo...
Fonte: Radio Vaticano 

domingo, 16 de outubro de 2011

Papa Bento XVI anuncia "ano da Fé na Igreja"


Para dar novo impulso à missão eclesial, o Papa, Bento XVI anunciou hoje – durante a celebração eucarística - que a Igreja celebrará o "Ano da Fé" que terá início em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e se concluirá em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. "Será um momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé n'Ele e a anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo. Queridos irmãos e irmãs, vocês estão entre os protagonistas da nova evangelização que a Igreja iniciou e leva avante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos" – concluiu Bento XVI. 
Fonte:Radio Vaticano

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Igreja vive da Eucaristia


“A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência cotidiana de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta de múltiplas formas a contínua realização desta promessa: ‘Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo’ (Mt 28,20)”. (Ecclesia de eucharistia, 1). É sempre bom lembrar as origens da Eucaristia: estando prestes a entregar-se para a salvação de toda a humanidade – todas as pessoas, de todos os tempos, de todos os lugares – Jesus, ceando com os seus amigos, oferece-lhes o seu próprio corpo e o seu próprio sangue, dizendo-lhes que repitam essa “fração do pão” em sua memória. O Papa João Paulo II, na Carta Encíclica Ecclesia de eucharistia, de abril deste ano, afirma que a Eucaristia nasceu numa circunstância dramática. Com efeito, “é o sacrifício da cruz que se perpetua nos séculos” (EE, 11). “Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e retornou ao Pai somente depois de ter nos deixado o meio para dele participarmos, como se nele tivéssemos estado presentes” (idem). É o que a Igreja nos ensina há séculos: na Eucaristia, Jesus revela um amor sem medida, uma delicadeza profunda: parte permanecendo!
“Muitos são os problemas que obscurecem o horizonte do nosso tempo. Basta pensar na urgência de trabalhar pela paz, de colocar nos relacionamentos entre os povos sólidas promessas de justiça e de solidariedade, de defender a vida humana da concepção ao seu fim natural. E o que dizer das mil contradições de um mundo ‘globalizado’, onde os mais frágeis, os menores e os mais pobres parecem ter bem pouco a esperar? Também por isso o Senhor quis permanecer conosco na Eucaristia, inscrevendo nesta sua presença sacrifical a promessa de uma humanidade renovada pelo seu amor” (EE, 20). Seguindo a exigência de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19), todos os dias a Igreja torna atual o sacrifício pascal – paixão, morte e ressurreição de Cristo –, pois, “unindo-se a Cristo, o povo da nova aliança, longe de fechar-se em si mesmo, torna-se ‘sacramento’ para a humanidade, sinal e instrumento da salvação operada por Cristo, luz do mundo e sal da terra (cf. Mt 5,13-16)” (EE, 22). E o Papa acrescenta: “Na comunhão eucarística se realiza de modo sublime a “morada” recíproca de Cristo e do discípulo: ‘Permanecei em mim e eu em vós’ (Jo 15,4)” (idem). Assim, “a Igreja vive de Cristo eucarístico, por Ele é nutrida, por Ele é iluminada” (EE, 6).

A Eucaristia em todo lugar

O Papa pensa com amor também no caráter universal e, por que não dizer, cósmico da Santa Eucaristia: “Ela une o céu e a terra. Compreende e pervade toda a criação. O Filho de Deus se fez homem para restituir toda a criação, em um supremo ato de louvor, àquele que a fez do nada” (EE, 8). E mais, onde quer que seja celebrada a Eucaristia – junto às colinas, à beira da praia, nas margens do rio, nas capelas campestres, nas catedrais, nas praças ou ginásios... – é sempre o mesmo Cristo que é imolado “sobre o altar do mundo”, unindo o céu e a terra, o tempo e o espaço. João Paulo II faz um lamento: “Infelizmente... não faltam as sombras. De fato, existem lugares onde se registra um completo abandono do culto de adoração eucarística... Emerge, às vezes, uma compreensão reduzida do mistério eucarístico. Espoliado do seu valor sacrifical, vem vivido como se não ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro de convivência fraterna... Como não manifestar, por tudo isso, uma profunda dor? A Eucaristia é um dom muito grande, para suportar ambigüidade e diminuições” (EE, 10). Para finalizar, o Papa lança um pensamento sobre Maria: “Se queremos descobrir em toda a sua riqueza o relacionamento íntimo que liga a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, mãe e modelo da Igreja” (EE, 53).

Fonte:Comshalom.org

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Saiba como a Igreja Católica analisa um pedido para reconhecer um casamento nulo


O Matrimônio é a união conjugal de um homem e uma mulher, ligação indissolúvel e indivisa de vida. O Catecismo da Igreja Católica explica que, criando o homem e a mulher, Deus chamou-os no Matrimônio a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si, “assim, eles não são mais dois, mas uma só carne” (Mt 19,60). “O casamento é um sacramento onde o homem e a mulher se encontram e na reciprocidade do amor, do respeito e na comunhão se prometem um ao outro. Por isso, o casamento não pode ser considerado uma aventura, nem mesmo um interesse pessoal, é um dom de Deus”, salienta o juiz do Tribunal Eclesiástico de Aparecida, padre Joaquim Lopes. Um casamento válido jamais pode ser dissolvido por uma autoridade humana, explica padre Lopes, mas existem casos em que o casamento de fato nunca existiu, podendo, assim, ser declarado nulo. “É por isso que o tribunal analisa cada caso dos fiéis, se existem elementos concretos que comprovem que o casamento de fato nunca existiu, se o consentimento foi viciado, se houve uma conduta inadequada por parte de um dos cônjunges”, esclarece o padre.

Impedimentos
Existem uma série de impedimentos para o casamento constados no Código de Direito Canônico. Os impedimentos podem ocorrer por: idade, impotência, vínculo matrimonial, diversidade de culto, ordem sacra, profissão religiosa, rapto, de crime, de consanguinidade, de afinidade, pública honestidade e por parentesco legal (Cânones 1083 a 1094 - Código de Direito Canônico). Esses impedimentos podem ser temporários ou permanentes. O principal caso que leva ao pedido de nulidade, segundo o ex-membro da Rota Romana e do Tribunal da Assinatura Apostólica, monsenhor João Scampini, é a simulação, quando não houve a real intensão de casar. Mas a autoridade vaticana ressalva que cada caso deve ser analisado separadamente. “É preciso um estudo particular, pois é mais prudente. Quando existe uma regra de direito você tem meios de salvaguardar o sacramento, mas diante da vida de uma pessoa é preciso analisar de modo particular, a fim de fazer uma análise mais profunda”, completa o juiz do Tribunal Eclesiástico de Aparecida.

Pecados contra o matrimônio
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, os pecados mais graves contra este sacramento são o adultério e a poligamia, pois atentam contra a igual dignidade do homem e da mulher, contra a unicidade e a exclusividade do amor conjugal. Outro pecado contra o matrimonio é a rejeição da fecundidade, que priva o casal do dom dos filhos.“O adultério por si só não leva a nulidade de um matrimonio, mas a rejeição de fecundidade sim, pois adultera a natureza do matrimonio. Mas cada situação deve ser analisada, pois uma pessoa, pode, por exemplo, não querer ter filhos naquele momento, mas depois mudar de ideia, esclarece padre Joaquim Lopes.


O aconselhamento dos párocos
O processo de nulidade não envolve apenas o casal, mas as famílias de ambos, o que pode ser algo doloroso, salienta o juiz do Tribunal Eclesiástico de Aparecida. Por isso, é de extrema importância que o casal seja acompanhado pelo padre de sua paróquia que mostrará o melhor caminho a seguir.

Processo de Nulidade
Os tribunais não são realidades presentes em todas as dioceses, então é preciso saber onde, dentro da diocese, é possível fazer a primeira a auditoria, momento onde é exposta a situação. Todos os bispos recebem de Roma a competência de julgar pedidos de Nulidade Matrimonial, os tribunais eclesiásticos agem como extensão da autoridade dos bispos. “Os bispos são os verdadeiros responsáveis dessas causa, mas por causa da exigência de suas atividades, eles delegam estas atividades aos tribunais”, explica o juiz do Tribunal Eclesiástico de Aparecida. No Tribunal Eclesiástico o processo é julgado por três juizes na primeira instância e em caso de dúvida ou discordância da sentença por uma das partes, ele pode ser levado para o julgamento em uma segunda instância, composta por mais três juizes.
“Quando a primeira instância e a segunda instância divergem na decisão o caso é passado para análise da Rota Romana, que serve como uma terceira instância, uma instância superior”, explica o ex-membro da Rota Romana e do Tribunal da Assinatura Apostólica.

Fonte:Cancaonova.com

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Devoção à Nossa Senhora


Muito conhecido, mas sempre belo e significativo este episódio: Uma mãe ensina seu filho como fazer o sinal de cruz. Pega sua mãozinha e leva à testa: "Em nome do Pai, FIlho e Espírito Santo. Amém. Repete comigo." ... E ainda: a piedade da Igreja através da Virgem Maria é elemento intrísenco do culto cristão (Ivi,56.) ... Maria deve ocupar em nossa vida o lugar que a mãe ocupa na família, ou seja, o lugar do centro vital, de coração e de amor... Ela nos une a Jesus: "Se Deus nos predestinou para sermos conformes ao seu Filho (cf. Rm 8,29), Maria - diz S. Luis Maria Grignion de Montfort - foi a fôrma que formou Jesus e que continuou a formar Jesus em todos os que a Ela se entregam". Esculpir uma estátua exige um grande trabalho; servir-se de uma fôrma é muito mais simples. Por isso os devotos de Maria podem ficar conformes Jesus no modo mais rápido, mais fácil e mais agradável, dizia S. Maximiliano Maria Kolbe... S. Pio X, em uma encíclica mariana, recolhendo a voz dos padres e dos santos, escreve:"Ninguém no mundo, quanto Maria, conheceu fundo Jesus. Ninguém maior é mestre e melhor guia para fazer conhecer Cristo. Por conseqüência, ninguém é mais eficaz do que a Virgem para unir os homens a Jesus." O Concilio Vaticano II pontualizou que a devoção Mariana não só não impede minimamente o imediato contato com Cristo, mas o facilita (Lumen Gentium, n.0). O Papa Paulo VI acrescentou que Maria não só favorece como tem a missão de unir a Jesus para reproduzir nos filhos os lineamentos espirituais do Filho primogênito (Marialis Cultus, n.57). Que tesouro, então, é uma ardente devoção a Maria!... S. Agostinho diz que todos os predestinados se acham fechados no seio de Maria, por isso o amor a Maria é um sinal precioso de salvação. S. Boaventura diz que quem é assinalado pela devoção mariana será assinalado no livro da Vida. S. Afonso de Ligóri assegura que quem ama Maria pode estar tão certo do Paraíso como se já lá se encontrasse. Se é sinal de predestinção, então a devoção a Maria deve ser como o tesouro escondido no campo do qual fala Jesus no Evangelho (cf. Mt 13,44)... S. Boaventura diz: "como por intemédio d'Ela, Deus desceu até nós e ascendamos até Deus, e então ninguém pode entrar no Paraíso se não passa por Maria que é a porta". Por isso quando S. Carlos Borromeu fazia pôr a imagem de Nossa Senhora em todas as portas das Igrejas, queria mostrar aos cristãos que não se pode entrar no Templo do Paraíso sem passar pela "Porta do Céu". Como conclusão, se temos a devoção a Maria, devemos guardá-la e cultivá-la com grande amor. Se não a temos, peçamo-la com todas as forças como dom de Graça principal. Lembremos a esplêndida sentença de S. João Damasceno: "Deus faz a graça da devoção a Maria àqueles que deseja salvar". Que esta graça ocupe todo nosso coração. É uma graça que vale o Paraíso. Tinha razão S. Pe Pio ao dizer que a devoção a Maria vale mais que a teologia e a filosofia, e tinha razão S. Maximiliano ao dizer que o amor a Maria faz viver e morrer felizes.
Fonte: Um Mês com Maria - 30 Dia